Na última quinta-feira (6 de maio), a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou, em artigo no jornal “O Globo”, que o funcionamento da instituição ficará inviabilizado a partir de junho de 2021. Este tipo de afirmação tem sido recorrente entre gestores de universidades públicas ao longo dos últimos anos, especialmente após a aprovação da Emenda Constitucional nº 95 em 2016 (o famigerado “Teto da Morte”).
 
Infelizmente essa não é uma realidade distante da UFSCar que sofre, sistematicamente, limitações orçamentárias que interferem diretamente no trabalho de nossos TAs, na assistência estudantil, no funcionamento do restaurante universitário, no contrato com as empresas terceirizadas de limpeza e segurança e nos materiais básicos, necessários ao funcionamento da universidade.
 
Podemos observar uma escolha política bem evidente nestes cortes e congelamentos do orçamento das instituições públicas do ensino superior: a desvalorização o os ataques à educação e à ciência no Brasil.
 
Não poderia ser diferente com esse governo que nega a ciência, ataca o ensino público e promove a necropolítica.