Defender os Correios e as estatais!!
Hoje é dia de luta e mobilizações contra a entrega do patrimônio público, por vacinas e contra a Reforma Administrativa

CORREIOS
Contando com o apoio do Deputado Federal Arthur Lira (PP-AL), Bolsonaro e seu Ministro neoliberal, Paulo Guedes, querem tentar renovar a imagem do governo junto aos setores da elite econômica brasileira, tentando entregar os serviços prestados pelos Correios aos setores privados da economia.
Bolsonaro, que já chegou ao poder envolto aos vários problemas de rachadinha, fake news, envolvimento com milicianos, ficou ainda menor, moralmente, com a sua condução genocida e corrupta aos temas relacionados à pandemia. Logo, ele lidera um governo totalmente desautorizado a vender qualquer tipo de patrimônio dos trabalhadores brasileiros. Bolsonaro também não tem razão econômica para privatizar uma empresa que, além de não retirar um centavo da União para funcionar, ainda gera caixa para a mesma a exemplo do 1.5 bilhão gerado em 2020. Sem falar que os Correios são um regulador de mercado, ou seja, a iniciativa privada quer os Correios para poder aumentar as tarifas postais sem controle algum, privilegiando aqueles que podem pagar altos preços, em detrimento daqueles que dependem do serviço postal público para manter seus negócios e receber suas compras sem distinção alguma, em todos os municípios do país, dos mais ricos, aos menos desenvolvidos. Sem falar dos inúmeros programas sociais mantidos pelos Correios que irão acabar com a privatização.
ELETROBRAS
No mesmo sentido, Guedes, Bolsonaro e Lira promovem um dos maiores crimes contra o patrimônio público que é a entrega da Eletrobras à sanha dos especuladores que habitam os espaços de governo.
Além de um ataque à soberania e a implementação de um programa de demissão dos servidores, especialistas preveem que a privatização deve resultar no aumento da tarifa de energia elétrica para a população. Há também previsão de crescimento no preço de carne, leite, cerveja e material de construção por representantes da indústria.
Outro impacto importante será ambiental e de alto risco para povos originários. O Senado Federal tirou o poder do Ibama e da Funai no licenciamento ambiental da linha de transmissão de energia Manaus-Boa Vista. Há previsão de que o chamado “linhão” passe pelas terras do povo indígena Waimiri-Atroari.
REFORMA ADMINISTRATIVA
A atual onda de reformas do estado que estamos vivenciando corresponde a um novo momento do processo de crise e reprodução do capital, aberto com a crise econômica de 2008. As reformas atuais têm o desmonte do serviço público como centro e as instituições multilaterais como as principais elaboradoras, particularmente o Banco Mundial.
Nesse sentido diferem, em alguma medida, das reformas propostas e aprovadas na década de 1990, que afetaram principalmente a infraestrutura do Estado, por meio das privatizações, e iniciaram o processo de flexibilização da legislação trabalhista e previdenciária.
As reformas que vêm ocorrendo no Brasil seguem uma orientação internacional: a limitação dos gastos públicos, a execução de contratos de gestão com o setor privado, a quebra de direitos individuais e coletivos dos servidores, como previu, recentemente, a mal chamada PEC Emergencial.
O texto que vai à discussão na Comissão Especial da Reforma Administrativa mantém a essência da proposta original. Propõe uma reconfiguração ampla do serviço público, com o fim do RJU; a sua substituição por novos vínculos; a quebra do concurso como entrada no serviço público; a quebra da estabilidade e o fim do estágio probatório; a utilização da avaliação de desempenho como mecanismo de punição e demissão de servidores.
Para a carreira, flexibiliza as regras legislativas para sua alteração e impõe o fim de direitos, como as gratificações e promoção decorrentes de tempo de serviço.
A PEC 32 traz, ainda, embutida no corpo do texto, uma minirreforma trabalhista nas empresas estatais, com a extinção de inúmeros direitos e a proibição de cláusula de estabilidade nos acordos e convenções coletivas de categorias profissionais. Impõe ainda, uma alteração arbitrária dos regimes previdenciários dos servidores públicos, que poderá gerar, a médio e longo prazo, o desequilíbrio atuarial nos fundos próprios das categorias.
A reforma não ataca privilégios, mantem a exclusão dos setores que gozam de vantagens (salários acima do teto constitucional, férias em dobro, auxílio moradia etc.) dos seus efeitos e beneficia a entrada por apadrinhamento no serviço público. Afeta, essencialmente, a grande maioria dos servidores de carreira, que não gozam dos privilégios que a grande mídia insiste em alardear.
Não à privatização dos Correios e a entrega da Eletrobras!
Abaixo a Reforma Administrativa!
Fora Bolsonaro! Genocida e corrupto.