Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos da Universidade Federal de São Carlos​

[CAMPANHA SALARIAL] – FONASEFE protocola contraproposta unificada ao Governo Federal

Por: Fonasefe 

Integrantes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) protocolaram uma contraproposta ao Governo Federal, relacionada à recomposição salarial e a outras reivindicações. O documento foi entregue no dia 31 de janeiro, no Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), sendo recebido pelo secretário de gestão de pessoas e relações de trabalho, José Lopes Feijóo.

As entidades rejeitaram o reajuste zero em 2024, proposto pelo Executivo, e reivindicam a recomposição com parcelas em três anos, sendo a primeira já paga em 2024. Na contraproposta, o funcionalismo foi dividido em dois grupos, conforme as correções remuneratórias recebidas desde 2016.

O primeiro bloco engloba as categorias que tiveram reajuste bianual (em 2016 e 2017), enquanto o segundo bloco abrange aquelas que tiveram reajuste em quatro anos (2016, 2017, 2018 e 2019). Vale ressaltar que os 9% do reajuste emergencial concedido em 2023 pelo governo Lula também estão incluídos no cálculo. Dessa forma, temos os seguintes reajustes:

Bloco I:

Entre 2024 e 2026, os servidores do Bloco I teriam um reajuste de 34,2%, dividido em 3 parcelas de 10,34%.

Bloco II:

Entre 2024 e 2026, os servidores do Bloco II teriam um reajuste de 22,71%, dividido em 3 parcelas de 7,06%.

 

Foto: Eline Luz/ Imprensa ANDES-SN

 

(O cálculo considera as estimativas de inflação de 3,87% em 2024 e 3,5% em 2025.)

Além disso, foi cobrada a assinatura de um Termo de Acordo para a reabertura de negociações acerca das perdas salariais históricas de julho de 2010 a agosto de 2016. 

Recomposição reivindicada

Para chegar aos valores apresentados ao Governo, foram usados dados do Dieese, que consideram a inflação acumulada desde 2016 e a projetada para os próximos dois anos. Para o Bloco II, ao se subtrair da inflação entre 2016 e 2023 (42,99% segundo o IPCA) a recomposição recebida no período (23,28%), obtém-se o déficit de 14,14%.

Somando-se esse valor à inflação projetada para 2024 (3,87%) e para 2025 (3,5%), chega-se ao índice de 22,71%. A média desse valor a partir da divisão em três anos resulta nos valores reivindicados na contraproposta:

  • 2024: 7,06%.
  • 2025: 7,06%.
  • 2026: 7,06%.

No caso do Bloco I, usando essa mesma fórmula, o índice obtido foi de 34,32%, o que corresponde a três parcelas de 10,34% entre 2024 e 2026.

No documento protocolado, as entidades reivindicam ainda que o compromisso de o Governo abrir negociação quanto às perdas históricas, acumuladas desde julho de 2010, seja registrado no Termo de Acordo.

Auxílios

Na proposta apresentada em dezembro, o Governo coloca, para este ano, apenas a correção dos auxílios. Mesmo assim, em valores que seguiriam abaixo dos pagos aos servidores dos demais poderes.

Na contraproposta, a defesa é pela equiparação total dos benefícios ainda em 2024, considerando não haver impedimento na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Itens não remuneratórios: ‘revogaço’

Desde o início da campanha salarial, a pauta do Fonasefe inclui ainda itens não remuneratórios. Eles formam o chamado “revogaço”: trata-se da revogação de uma série de normas editadas nos últimos anos, que prejudicam diretamente as carreiras e o funcionamento do serviço público federal.

Sobre esses pontos, a contraproposta reitera a reivindicação e a exigência da revogação da reforma da Previdência (EC 103/2019), o fim da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas (EC nº 41/2003) e o reconhecimento dos tempos especiais para fins de aposentadoria, previstos nas Orientações Normativas MPOG nº 16 de 23 de dezembro de 2013; Nota Técnica SEI nº 48.865/2021 ME; Nota Técnica SEI nº 05/2022 COGEP/SAA/SE/MS.

A contraproposta protocolada foi aprovada pelas entidades integrantes do Fonasefe.

 

 

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